
Uma obra-prima do teatro barroco luso-brasileiro, que encanta pela sua inteligência e humor atemporal. - Crítica Literária Brasileira
“Guerras do Alecrim e Manjerona” é uma ópera joco-séria do século XVIII, escrita pelo renomado dramaturgo luso-brasileiro Antônio José da Silva, o Judeu. Ambientada em Lisboa de 1737, esta peça teatral vibrante e espirituosa mergulha nas intrincadas danças da corte e nas paixões ardentes da sociedade da época.
A trama desenrola-se em torno de um grupo de personagens cativantes, incluindo as damas Dona Cloris e Dona Nize, e seus insistentes pretendentes, Dom Gilvaz e Dom Fuas, além dos seus criados astutos, Sevadilha e Simicúpio. Com diálogos repletos de galanteios elaborados, disfarces e mal-entendidos, a peça explora as complexidades do amor, da sedução e das convenções sociais.
Entre prados, câmaras e praças, os personagens embarcam em uma série de perseguições e jogos de palavras, onde o rigor e o desdém se misturam com a atração irresistível. A obra é um espelho da comédia de costumes, satirizando as formalidades e a hipocrisia da aristocracia, enquanto celebra a inteligência e a vivacidade dos seus protagonistas. Uma joia do teatro barroco, que continua a encantar pela sua originalidade e pelo retrato vívido de uma era.
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