
"Uma obra-prima de humor ácido e introspecção, onde Verissimo, com sua prosa afiada, nos convida a um mergulho profundo na alma humana." - Folha de S.Paulo
Em "O Jardim do Diabo", Luis Fernando Verissimo nos apresenta Estevão, um escritor recluso que, após um misterioso acidente que o confinou em casa, dedica-se a produzir literatura pulp sob pseudônimos. Com uma visão de mundo cínica e um humor ácido, Estevão narra sua rotina peculiar, marcada pela presença de uma cozinheira que traz notícias da "decomposição" familiar e uma faxineira que nunca limpa os livros, mas sempre acaba em sua cama.
Entre as páginas de seus romances baratos e as ondas de um programa de rádio que ecoa dramas humanos de privação e desespero, Estevão reflete sobre a vida, a arte e a condição humana. Ele vive de "pequenos peixes da superfície", mas sua mente divaga por profundezas simbólicas, questionando o significado de sua própria existência e as histórias que escolhe contar.
Esta obra é um mergulho na mente de um personagem complexo, um observador perspicaz da sociedade e de si mesmo, que, apesar de seu isolamento, encontra no cotidiano e nas tragédias alheias um espelho para suas próprias inquietações. Verissimo, com sua maestria habitual, constrói uma narrativa que equilibra o riso e a reflexão, a ironia e a melancolia, convidando o leitor a desvendar os segredos do "jardim" particular de Estevão.
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