
“Uma obra-prima gótica que transforma o horror histórico em poesia sombria e perturbadora.” - Le Monde
“Condessa Sangrenta” mergulha nas profundezas sombrias da história de Erzsébet Báthory, a infame condessa húngara conhecida por sua crueldade inigualável. Alejandra Pizarnik, com sua prosa poética e erudita, transcende a mera biografia para explorar a "beleza convulsiva" de uma das figuras mais aterrorizantes da história. Mais do que um relato factual, a obra é um ensaio lírico sobre a perversão, a demência e a busca por uma estética macabra.
A autora nos transporta para o castelo de Csejthe, onde a condessa Báthory, sentada em seu trono, observa os tormentos infligidos a centenas de jovens. Pizarnik não se detém na obviedade da maldade, mas sim na atmosfera gótica e na complexidade psicológica que envolvem os atos da "Condessa Sangrenta". A narrativa é um mergulho perturbador na mente de uma mulher que transformou o sofrimento alheio em uma sombria cerimônia pessoal.
Este livro é uma experiência literária intensa, que desafia o leitor a confrontar a natureza do mal e a estética do horror. Com ilustrações impactantes de Santiago Caruso e um posfácio de João Silvério Trevisan, a obra é um convite a uma reflexão profunda sobre os limites da crueldade humana e a forma como a arte pode representá-la.
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