
Uma obra-prima que questiona a própria natureza da verdade e da percepção humana, com um humor afiado e uma profundidade filosófica surpreendente. - The Guardian
Em "Assim é (se lhe Parece)", Luigi Pirandello nos convida a um intrigante jogo de percepções e verdades. A chegada da misteriosa senhora Frola e seu genro, senhor Ponza, a uma pequena província italiana, desencadeia uma onda de curiosidade e fofocas. A recusa da senhora Frola em socializar com a família Agazzi, seguida pelas explicações contraditórias de Ponza sobre a suposta loucura de sua sogra e a morte de sua filha, mergulham a comunidade em um turbilhão de especulações.
Enquanto Ponza afirma que a senhora Frola enlouqueceu após a perda da filha, acreditando que sua esposa atual é a mesma filha falecida, a senhora Frola insiste que é Ponza quem delira, convencido de que sua esposa está morta e que a mulher com quem vive é uma segunda esposa. A cada nova revelação, a verdade se torna mais elusiva, e os moradores, desesperados para desvendar o mistério, se veem presos em um labirinto de versões conflitantes.
A peça, uma parábola em três atos, questiona a própria natureza da realidade e da percepção humana. Pirandello desafia o público a confrontar a ideia de que a verdade pode ser subjetiva e multifacetada, dependendo do ponto de vista de cada um. Uma obra-prima que explora a fragilidade das certezas e a complexidade das relações humanas, onde a busca pela "verdade" revela apenas a sua inatingibilidade.
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