
Uma comédia mordaz e atemporal que revela a astúcia da natureza humana com um humor afiado e cínico.
“A Mandrágora” é uma das mais célebres comédias de Nicolau Maquiavel, escrita em 1503, que satiriza a sociedade florentina do Renascimento com agudeza e cinismo. A trama se desenrola em Florença, onde o jovem e apaixonado Calímaco Guadagni retorna de Paris e se vê perdidamente enamorado por Lucrécia, a bela e virtuosa esposa do ingênuo e pedante Messer Nícia. O problema: Lucrécia é estéril, e Nícia anseia desesperadamente por um herdeiro.
Com a ajuda do ardiloso parasita Ligúrio e do corrupto Frei Timóteo, Calímaco elabora um plano audacioso e imoral para conquistar Lucrécia. Eles convencem Nícia de que a única cura para a infertilidade de sua esposa é uma poção de mandrágora, mas com uma condição terrível: o primeiro homem a deitar-se com Lucrécia após beber a poção morrerá. A solução proposta é encontrar um “bode expiatório” para o sacrifício, abrindo caminho para a consumação do desejo de Calímaco.
O que se segue é uma engenhosa teia de enganos, manipulações e hipocrisia, onde a inteligência e a malícia superam a virtude e a inocência. Maquiavel expõe a fragilidade da moralidade, a corrupção do clero e a vaidade da burguesia, tudo sob o véu de um humor mordaz. Uma obra atemporal que questiona os limites da ética em nome do desejo e do poder, mantendo sua relevância e capacidade de provocar riso e reflexão.
Faça login para compartilhar sua opinião com a comunidade
Seja o primeiro a avaliar este livro