
Uma alegoria brilhante sobre a condição humana e os perigos da arrogância. - Le Monde
Em um futuro distante, no ano de 2500, uma audaciosa expedição espacial parte da Terra. O professor Antelle, o físico Arthur Levain e o jornalista Ulysse Mérou embarcam em uma jornada intersideral rumo ao extraordinário sol vermelho Betelgeuse. Devido à dilatação do tempo, o que para eles são apenas dois anos, na Terra se traduz em três séculos e meio. Ao aterrissarem em um planeta aparentemente idêntico ao nosso, com cidades, florestas e rios, os viajantes são confrontados com uma realidade chocante que desafia toda a lógica conhecida.
Neste mundo invertido, a civilização é dominada por macacos inteligentes e evoluídos, que falam, vestem-se e governam com autoridade. Os humanos, por sua vez, são criaturas selvagens, primitivas e mudas, caçadas, enjauladas e usadas para experimentos científicos, ou mantidas como animais de estimação. Ulysse Mérou, o protagonista, é capturado e submetido a essa desumanização, lutando desesperadamente para provar sua inteligência e sua humanidade a uma sociedade que o vê apenas como um animal.
"O Planeta dos Macacos" é uma obra-prima da ficção científica que transcende o gênero, oferecendo uma profunda reflexão sobre a natureza da inteligência, a fragilidade da civilização e os preconceitos que moldam a percepção do "outro". Pierre Boulle constrói uma alegoria poderosa que questiona o lugar da humanidade no universo e as consequências de nossa própria arrogância. Uma leitura essencial que permanece tão relevante e provocadora hoje quanto em seu lançamento.
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