
Uma sátira genial e atemporal sobre a vaidade e a burocracia da sociedade russa. – The Moscow Times
Em uma das mais brilhantes e surreais obras da literatura russa, Nikolai Gogol nos apresenta a história de "O Nariz", uma novela que transcende o tempo com sua crítica social e humor absurdo. A trama se inicia de forma inusitada quando o barbeiro Ivan Iákolevitch, ao tomar seu café da manhã, encontra um nariz dentro de um pão. O choque se intensifica ao reconhecer que o órgão pertence ao Major Kovaliev, um ambicioso funcionário público de São Petersburgo.
O Major Kovaliev, por sua vez, acorda para uma realidade ainda mais bizarra: seu nariz desapareceu, deixando apenas uma superfície lisa em seu rosto. Para seu desespero e humilhação, ele logo se depara com seu próprio nariz, agora personificado, vestido com um uniforme de alto escalão e agindo com uma independência e status que superam os do próprio Kovaliev, passeando pela cidade e frequentando locais públicos como um cavalheiro distinto.
Através dessa premissa fantástica e hilária, Gogol tece uma sátira mordaz sobre a burocracia, a hierarquia social e a obsessão com a aparência e o status na Rússia do século XIX. A busca frenética de Kovaliev por seu nariz perdido é uma metáfora poderosa para a perda de identidade e a futilidade das preocupações mundanas. Uma obra-prima do realismo fantástico que continua a provocar reflexão e risadas com sua perspicácia e humor sombrio, convidando o leitor a questionar a lógica do mundo ao seu redor.
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