
Brutalmente honesto e profundamente comovente, Carrère nos guia por um labirinto de dor e autodescoberta. - The Guardian
Em "Ioga", Emmanuel Carrère nos convida a uma jornada íntima e brutalmente honesta, que se inicia com a promessa de um retiro de meditação e ioga, um refúgio para escrever um livro leve sobre a prática. Contudo, o que se desenrola é uma descida inesperada e profunda aos abismos da mente humana.
O autor, conhecido por sua autoficção corajosa, narra os quatro anos subsequentes a essa intenção inicial, marcados por uma severa depressão melancólica que o levou a uma internação psiquiátrica de quatro meses. Em meio a essa crise pessoal, o mundo exterior também desmorona, com a sombra do terrorismo jihadista e a crise dos refugiados permeando sua consciência e sua escrita.
"Ioga" transcende a mera crônica de uma doença, tornando-se uma reflexão pungente sobre a fragilidade da existência, a busca por sentido em tempos de caos e a capacidade de resiliência do espírito humano. Carrère explora a intersecção entre a vida interior e os eventos globais, questionando a eficácia das práticas espirituais diante da dor real e da loucura que por vezes nos assola. Uma obra-prima de introspecção que desafia o leitor a confrontar suas próprias vulnerabilidades.
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