
Considerado o verdadeiro mestre da nova crítica francesa, Barthes define e enterra a 'velha crítica' com segurança de argumentos e requintada ironia.
“Crítica e Verdade” é uma obra seminal de Roland Barthes, um dos mais influentes pensadores do século XX, que se posiciona como uma resposta contundente à crítica literária tradicional. Publicado originalmente em 1966, este ensaio é uma defesa apaixonada da "nova crítica" francesa, desafiando as convenções e os métodos estabelecidos que, segundo Barthes, limitavam a compreensão e a interpretação da literatura.
Neste livro provocador, Barthes não apenas refuta as acusações de "impostura" lançadas contra sua abordagem, mas também delineia os fundamentos de uma crítica que abraça a pluralidade de sentidos e a liberdade interpretativa. Ele argumenta que a literatura não é um objeto estático a ser decifrado por uma única verdade, mas um campo aberto à significação, onde o leitor e o crítico desempenham um papel ativo na construção do sentido.
Com uma prosa incisiva e uma "requintada ironia", Barthes desmascara a pretensão de objetividade da crítica tradicional, propondo uma visão mais dinâmica e engajada com o texto literário. A obra é um convite à reflexão sobre a natureza da leitura, da escrita e do próprio ato crítico, consolidando Barthes como o mestre incontestável da teoria literária moderna e um defensor da renovação intelectual.
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