
Uma ficção científica instigante que nos faz questionar o verdadeiro preço da imortalidade.
Num futuro infinitamente remoto, a humanidade desvendou o segredo da imortalidade. Através da revisão e substituição regular de órgãos e da cópia eletrónica diária de todos os dados cerebrais, a vida tornou-se eterna e, aparentemente, invulnerável. Neste cenário utópico, habitado unicamente por mulheres, a existência flui com uma serenidade inabalável, onde a rotina é marcada por avanços tecnológicos e uma sociedade perfeitamente organizada.
Contudo, a aparente perfeição esconde uma fragilidade inerente. A imutabilidade da vida, que deveria ser a maior conquista, pode revelar-se a sua maior vulnerabilidade. Quando uma ameaça inesperada surge, questionando os alicerces dessa existência eterna, as personagens são forçadas a confrontar a verdadeira natureza da "impermanência" num mundo que a renegou.
Daniel Frisano convida o leitor a uma profunda reflexão sobre a condição humana, a busca pela eternidade e as consequências de desafiar os ciclos naturais da vida e da morte. Uma jornada distópica que explora o que significa ser humano quando a própria mortalidade é superada, e se a verdadeira vida pode existir sem o seu contraponto.
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