
por Pablo Neruda
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A prosa de Neruda é tão lírica e envolvente quanto sua poesia, um testamento vibrante de uma vida extraordinária. - The Guardian
Em "Confesso que Vivi", Pablo Neruda, um dos maiores poetas do século XX, nos convida a uma jornada íntima e poética através de suas memórias. Desde a evocação de sua infância no Chile, marcada pela arte da chuva e os primeiros versos, até os turbulentos eventos políticos que culminaram no golpe que derrubou Salvador Allende, Neruda tece um panorama vívido de sua existência.
Mais do que um relato cronológico, esta obra é um mergulho na alma de um homem que acreditava que sua vida era feita de todas as vidas, um poeta cuja sensibilidade transformava cada experiência em matéria-prima para a arte. Ele confessa: "Do que deixei escrito nestas páginas se desprenderão sempre — como nos arvoredos de outono e como no tempo das vinhas — as folhas amarelas que vão morrer e as uvas que reviverão no vinho sagrado."
Com uma prosa que flerta constantemente com a poesia, Neruda arrebata o leitor com sua habilidade literária e a intensidade lírica que o tornou célebre. É um testemunho apaixonado sobre a vida, a política, a natureza e a busca incessante pela beleza e pela justiça, revelando o homem por trás do mito.
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