
Uma obra-prima de introspecção e coragem, onde a busca pelo pai se torna uma poderosa jornada de autodescoberta. - O Estado de S. Paulo
“Pai, pai” é uma jornada literária visceral e profundamente íntima de João Silvério Trevisan, que se lança em uma arqueologia familiar para desvendar as complexas camadas de sua relação com o pai. O autor, com uma honestidade brutal, confronta a figura paterna que, segundo suas próprias palavras, lhe deu “apenas um espermatozoide”, marcando o início de uma vida permeada por ausências e afetos ambíguos.
Através de memórias fragmentadas, reflexões pungentes e uma prosa que transita entre o poético e o confessional, Trevisan explora os ecos de uma infância marcada pelo abandono e pela busca incessante por um sentido para a paternidade e a masculinidade. O livro não é apenas um acerto de contas, mas um mergulho na própria identidade, onde a dor da ausência se entrelaça com a resiliência do espírito em busca de perdão e compreensão.
Esta obra é um convite à introspecção, um espelho para todos que já se questionaram sobre as raízes de sua existência e o legado invisível que carregam. Trevisan tece uma narrativa poderosa sobre a complexidade dos laços familiares, a busca por aceitação e a difícil, mas libertadora, jornada de amar as cicatrizes que nos moldam.
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