
por Aldous Huxley
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Uma visão profética e assustadoramente relevante sobre os perigos da tecnologia e do controle social. – The New York Times
Em um futuro distópico, Aldous Huxley nos transporta para o "Admirável Mundo Novo", uma sociedade onde a humanidade é geneticamente projetada e condicionada desde o nascimento para cumprir funções específicas em uma hierarquia de castas rigidamente controlada. Neste universo, a estabilidade social é mantida através do consumo de uma droga euforizante chamada Soma, do sexo livre e da supressão de emoções profundas, individualidade e laços familiares. A mera menção de "pai" ou "mãe" provoca repulsa, e a arte e a cultura são meros instrumentos de conformidade.
Avanços tecnológicos e científicos são louvados, e a produção em série, inspirada nos princípios de Henry Ford, é a base de tudo. No entanto, a chegada de Bernard Marx, um Alfa-Mais que se sente deslocado, e de John, o "Selvagem", um jovem criado fora dessa sociedade "perfeita", abala as estruturas desse mundo artificialmente feliz. John, com sua bagagem de literatura shakespeariana e valores "antigos", confronta a superficialidade e a desumanização da civilização utópica, expondo as terríveis consequências de uma busca implacável pela felicidade e estabilidade a qualquer custo.
Huxley tece uma crítica mordaz à sociedade capitalista e tecnológica, explorando os perigos do controle estatal e da manipulação genética. Uma obra atemporal que, ao lado de "1984" de Orwell, permanece um alerta poderoso sobre os limites da ciência e da liberdade individual, convidando o leitor a refletir sobre o verdadeiro custo de um mundo "perfeito".
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