
Uma obra visionária que continua a ecoar em nossos tempos, um alerta sombrio sobre os perigos da utopia tecnológica. - The New York Times
No ano 634 d.F. (depois de Ford), em um futuro distópico, a humanidade vive sob o controle totalitário do Estado Mundial. A sociedade é rigidamente estratificada, com indivíduos nascidos em provetas e condicionados desde o berço para desempenhar funções específicas, garantindo a estabilidade social. Conceitos como família, monogamia e privacidade são obsoletos, substituídos por uma promiscuidade compulsória e uma felicidade artificial induzida pela droga soma, distribuída universalmente para suprimir qualquer emoção negativa ou pensamento crítico.
Nesse admirável e aterrorizante mundo novo, a paixão e a religião são banidas, e a individualidade é um crime. No entanto, Bernard Marx, um Alfa-Mais, sente-se um desajustado. Ele anseia por solidão e questiona os prazeres superficiais impostos pela sociedade, buscando uma liberdade que parece impossível. Sua vida toma um rumo inesperado quando ele visita uma das poucas Reservas Selvagens remanescentes, onde a vida "antiga", imperfeita e cheia de emoções humanas, ainda persiste.
Lá, Bernard encontra John, o "Selvagem", um jovem criado fora do sistema, que conhece Shakespeare e os valores de um passado esquecido. A introdução de John à civilização "perfeita" do Estado Mundial desencadeia um confronto devastador entre a liberdade individual e o controle social, a emoção e a razão, a natureza humana e a engenharia social. A obra de Aldous Huxley é uma poderosa e profética meditação sobre os perigos do progresso científico desregulado e a perda da humanidade em nome da ordem e da felicidade fabricada.
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