
Comparado a Wells, Huxley e Van Vogt, Messac entrega uma distopia filosófica de rara inteligência e pertinência. – Crítica Literária
“A Cidade dos Asfixiados” é uma obra visionária de Régis Messac, comparada a clássicos de H.G. Wells e Aldous Huxley, que mergulha o leitor em um futuro distópico de tom profético. A trama se desenrola quando um burguês do século XX é inesperadamente transportado no espaço-tempo, aterrissando em uma metrópole subterrânea e opressora, conhecida como a Cidade dos Asfixiados.
Neste mundo invertido, o ar, o recurso mais vital, é um privilégio rigidamente controlado pela classe dominante, ecoando as preocupações contemporâneas sobre poluição e desigualdade. Messac constrói uma sociedade surreal onde filósofos se dedicam a palavras cruzadas, forçados vestem trajes de gala, músicos são surdos e pintores são cegos, satirizando as absurdidades e hipocrisias sociais.
A narrativa de Messac é um espelho distorcido da nossa própria realidade, explorando temas de poder, controle e a desumanização em um sistema que sufoca a individualidade e a percepção. Uma leitura instigante que desafia o leitor a refletir sobre as estruturas sociais e o futuro da humanidade.
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