
por Paul Auster
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Uma meditação labiríntica sobre memória, identidade e a natureza da ficção. Auster em sua forma mais intrigante. - The Guardian
Fechado em um quarto minúsculo, sob a vigilância constante de câmeras e microfones, um homem idoso luta para reconstruir sua memória fragmentada. Ele não sabe onde está — um hospital, uma prisão, um asilo? — nem o motivo de sua reclusão. Diariamente, uma enfermeira o visita, despertando lembranças dolorosas e imprecisas, enquanto um ex-policial faz aparições esporádicas.
Gradualmente, o protagonista descobre um passado sombrio: ele foi alguém com o poder de enviar pessoas a missões perigosas, das quais muitos não retornaram. Sobre sua escrivaninha, encontra um manuscrito inacabado, a história de um agente secreto em uma época indeterminada, cruzando fronteiras para investigar uma insurreição.
Essa narrativa paralela ilumina obliquamente sua própria condição, tirando-o da letargia. O desejo persistente e a fabulação literária tornam-se seus únicos refúgios, enquanto ele tenta preencher as lacunas de sua existência e dar sentido à sua realidade distorcida. Uma obra labiríntica que explora os limites da memória, da identidade e da própria construção da realidade.
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