
Uma prosa poética que transborda a alma, revelando a beleza e a brutalidade da memória. - O Estado de S. Paulo
Em "Vermelho Amargo", Bartolomeu Campos de Queirós nos presenteia com uma obra de profunda sensibilidade e inspiração autobiográfica, onde a memória se entrelaça com a fantasia para desvendar as camadas de uma infância dolorosa. O narrador revisita um passado marcado pela ausência da mãe, pela carência de afeto e pela difícil convivência com uma madrasta cuja frieza é simbolizada pelas finas fatias de tomate servidas à mesa, um gesto que ecoa a amargura de um lar em desintegração.
Com uma prosa poética de rara beleza, o autor descreve o progressivo esvaziamento da casa, à medida que os irmãos mais velhos partem, deixando para trás um vazio que se instala na alma. A dor, onipresente, é sentida "pelo corpo inteiro", desde as unhas até a memória, revelando a profundidade das feridas emocionais que moldaram o protagonista. É uma jornada lírica pela fragilidade da existência e pela busca incessante por um sentido em meio à solidão.
"Vermelho Amargo" é um convite à introspecção, uma meditação sobre a perda, a resiliência e a complexidade das relações familiares. Bartolomeu Campos de Queirós, em seu último livro lançado em vida, entrega uma obra que emociona e provoca reflexão, confirmando seu lugar como um dos grandes nomes da literatura brasileira contemporânea.
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