
por Edmund Burke
Um marco na história da estética, que redefiniu nossa compreensão do belo e do sublime. - The Times Literary Supplement
Nesta obra seminal do século XVIII, Edmund Burke mergulha nas profundezas da estética para desvendar as origens e a natureza de duas das mais poderosas sensações humanas: o sublime e o belo. Longe de serem meros sinônimos, Burke argumenta que essas experiências são fundamentalmente distintas, evocando respostas psicológicas e emocionais opostas.
O belo, para Burke, está associado à suavidade, à delicadeza e à proporção, gerando sentimentos de amor, afeição e prazer. Já o sublime é provocado por aquilo que é vasto, poderoso, obscuro e até mesmo aterrorizante, despertando uma sensação de admiração misturada com um certo horror, que ele chama de "prazer negativo". É na confrontação com o imenso e o perigoso que a mente humana encontra uma elevação que transcende o mero agrado.
Com uma prosa eloquente e uma análise perspicaz, Burke explora como a dor e o perigo, quando observados à distância ou de forma controlada, podem ser fontes de deleite estético. Ele examina a influência da luz, da escuridão, do som e da solidão na percepção do sublime, e a importância da simetria e da harmonia para o belo. "Uma Investigação Filosófica" não é apenas um tratado de estética, mas um mergulho profundo na psicologia da percepção humana, influenciando gerações de pensadores e artistas e moldando a compreensão do Romantismo.
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