
Uma meditação profunda sobre a existência e a finitude, onde o absurdo e o trágico se encontram. - Jornal de Letras
Em "Uma Esplanada Sobre o Mar", Vergílio Ferreira mergulha nas profundezas da condição humana através da figura de Inocêncio, um homem confrontado com o iminente fim. A narrativa se inicia com a banalidade de um despertar e o ato mecânico de vestir-se, contrastando brutalmente com a gravidade da situação que o aguarda. Cercado por figuras que representam a lei, a fé e a ciência, Inocêncio é levado a um limiar existencial, onde a vida e a morte se encontram em um silêncio perturbador.
A obra explora a angústia, a solidão e a reflexão sobre o sentido da existência diante da inevitabilidade. Ferreira tece uma prosa densa e introspectiva, onde a mente do protagonista se torna o palco de uma luta interna, pontuada por momentos de absurdo, como um inesperado ataque de espirros que quebra a solenidade do momento. Este romance é uma meditação poderosa sobre a finitude, a dignidade humana e a busca por significado em face do abismo.
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