
por Mia Couto
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Uma obra-prima que transcende fronteiras, tecendo a memória e a espiritualidade em uma prosa de tirar o fôlego. - Jornal de Letras
Em "Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra", Mia Couto nos transporta para uma ilha-natal onde um jovem estudante universitário retorna para o funeral de seu avô Mariano. O que deveria ser uma cerimônia de despedida transforma-se em uma jornada de redescoberta, marcada por estranhas visitações e cartas que revelam um universo espiritual profundo e esquecido. O protagonista é confrontado com a rica tapeçaria de crenças e tradições de sua terra, que ele havia deixado para trás em busca de uma vida moderna.
À medida que o jovem mergulha nesse mundo frágil e ameaçado, ele desvenda não apenas a história de sua família e de seu povo, mas também uma nova perspectiva sobre sua própria identidade. Mia Couto, com sua prosa inconfundível, tece uma narrativa que é ao mesmo tempo irônica e profundamente poética, explorando o conflito entre a elite urbana e a maioria rural, e a colisão de diferentes racionalidades e culturas.
Este romance é um convite à reflexão sobre a memória, a ancestralidade e a busca por um sentido em meio às transformações. Uma obra que celebra a riqueza cultural de Moçambique e a capacidade humana de encontrar beleza e significado mesmo diante da perda e da mudança.
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