
Uma exploração sombria e brilhante da condição humana, onde a ausência de emoção revela a essência da existência. - Jornal de Letras
Gonçalo M. Tavares, um dos mais aclamados escritores portugueses contemporâneos, nos apresenta uma obra-prima da literatura existencialista que desafia as convenções da moralidade e da condição humana. Em "Um Homem: Klaus Klump e A Máquina de Joseph Walser", somos imersos em duas narrativas interligadas que exploram a ausência de emoção e a busca por um propósito em um mundo desprovido de sentimentos.
Klaus Klump, o protagonista da primeira parte, é um homem que comanda os negócios da família sem medo, fome ou paixão, transformando cada dia em um "exercício de mentira". Sua existência é uma reflexão fria sobre a artificialidade das relações e a superficialidade da vida moderna, onde a verdade é uma habilidade a ser treinada e a mentira, uma prática diária.
Na segunda parte, conhecemos Joseph Walser, um indivíduo que eliminou de sua vida a "primária fragilidade da espécie": a inclinação para o amor ou a amizade. Desarmado, mas sentindo-se invulnerável e ameaçador, Walser encarna a figura do homem que transcendeu as emoções humanas, caminhando pela rua com a segurança de um tanque.
Esta obra instigante convida o leitor a uma profunda reflexão sobre a natureza da humanidade, a moralidade e o vazio existencial. Com uma prosa afiada e perturbadora, Tavares constrói um universo onde a ausência de sentimentos se torna a maior força, questionando o que realmente nos define como seres humanos.
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