
Uma obra-prima sombria e instigante que nos força a confrontar as verdades incômodas da memória e da justiça. – Jornal do Brasil
Em "Um crime bárbaro", Ieda Magri nos transporta para o sul do Brasil, onde um assassinato brutal de uma criança, ocorrido há quarenta anos em uma pequena cidade, continua a ecoar. A narradora-protagonista, assombrada por uma notícia indigesta, decide revisitar o local do crime, embarcando em uma jornada que é tanto uma investigação quanto uma profunda reflexão sobre a memória, a impunidade e a própria natureza da narrativa.
Ao longo de sua busca por vestígios e histórias que se tornaram lendas, a autora desvenda os segredos e as complexidades da vida local, expondo as cicatrizes deixadas por um ato hediondo. A obra transcende o mero relato policial, transformando-se em uma meditação sobre as possibilidades da escrita em dar voz ao indizível e em confrontar a tênue linha entre realidade e imaginação.
Com uma narrativa ágil e aterradora, Magri constrói um romance que questiona a justiça e a forma como as comunidades lidam com suas tragédias. A voz privilegiada da narradora nos guia pelos acontecimentos sem nos prender a uma única perspectiva, convidando o leitor a uma reflexão profunda sobre o impacto duradouro da violência e a busca incessante pela verdade em um cenário de silêncio e esquecimento.
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