
por Mariana Zacaron
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Em um mundo onde a terra não é apenas solo, mas uma entidade viva e consciente, os habitantes de uma pequena comunidade rural descobrem que seu lar ancestral está começando a se comportar de maneira estranha. As plantações florescem em padrões geométricos impossíveis, os animais parecem compartilhar sonhos coletivos e o próprio solo parece respirar. À medida que esses fenômenos se intensificam, os moradores são confrontados com uma realidade que desafia tudo o que conhecem sobre natureza, ciência e espiritualidade.
No centro dessa transformação está uma jovem agricultora que descobre ter uma conexão única com a terra balda – um termo ancestral para o solo virgem e sagrado. Enquanto tenta compreender seu papel nesse despertar, ela enfrenta conflitos internos e pressões externas de uma sociedade que teme o desconhecido. A narrativa explora a relação simbiótica entre humanos e natureza, questionando os limites entre mito e realidade, tradição e progresso.
Com uma prosa poética que mescla realismo mágico e reflexão filosófica, a autora constrói uma alegoria sobre resistência, pertencimento e a busca por equilíbrio em um mundo em constante transformação. A terra balda se torna um personagem central, desafiando os personagens a reconsiderarem seu lugar no cosmos e a enfrentarem as consequências de suas escolhas sobre o ambiente que os sustenta.
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