
Uma imersão perturbadora e brilhante na mente de um assassino. Dalrymple nos força a encarar a escuridão. - The Times Literary Supplement
“Tanto por Fazer” mergulha nas profundezas da mente de Graham Underwood, um serial killer britânico que, após mais de quinze assassinatos, é finalmente capturado. Longe de qualquer arrependimento, Underwood vê sua prisão como uma oportunidade para expor suas racionalizações e a hipocrisia da sociedade que, em sua visão distorcida, o moldou. Este romance, o primeiro de Theodore Dalrymple, renomado psiquiatra e ensaísta conhecido por sua análise incisiva da mente criminosa, é apresentado como o diário íntimo do assassino.
Através das palavras de Underwood, o leitor é confrontado com uma perspectiva perturbadora e vaidosa, onde a brutalidade de seus atos é justificada por uma lógica perversa. Dalrymple utiliza seu protagonista como uma síntese dos criminosos que conheceu em sua carreira, oferecendo um olhar cru e sem filtros sobre a psicologia do mal. O livro não apenas narra os crimes, mas disseca a retórica do assassino, misturando uma intelectualidade sombria com uma crítica mordaz à cultura britânica.
Esta obra desafia o leitor a questionar as fronteiras entre a sanidade e a loucura, a moralidade e a depravação. É uma exploração inquietante sobre como a mente humana pode racionalizar os atos mais hediondos, e um convite a confrontar as verdades desconfortáveis sobre a natureza humana e as falhas da sociedade. Prepare-se para uma jornada literária que perturba, provoca e ilumina os cantos mais escuros da psique.
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