
Tripas e coração, misturados no mesmo esforço de fundir humor e dor, ternura e ridículo. - Charles Bukowski
Em "Sonhos de Bunker Hill", John Fante nos transporta para a Los Angeles efervescente dos anos 1930 e 1940, revisitando o icônico Arturo Bandini, seu alter ego literário. Após as desventuras de "Pergunte ao Pó", Bandini, agora mais maduro, mas ainda atormentado por suas paixões e dilemas, mergulha no frenético mundo dos roteiros cinematográficos.
Entre o fascínio por traseiros femininos e a constante batalha contra a falta de dinheiro e inspiração, Bandini luta para encontrar seu lugar como artista e homem. A obra, ditada por Fante em seus últimos anos de vida, cego e com a saúde debilitada, é um testemunho pungente de sua resiliência e paixão pela escrita.
Com uma mistura inconfundível de humor ácido e dor profunda, ternura e ridículo, Fante constrói uma galeria de personagens excêntricos que orbitam em torno de Bandini, muitos deles inspirados na fauna peculiar da Hollywood da época. É um retrato visceral da condição humana, da busca incessante por significado e da arte em meio ao caos.
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