
Uma meditação filosófica urgente e brilhante sobre a resistência e a fragilidade da esperança na era contemporânea. - Le Monde
Em "Sobrevivência dos Vaga-Lumes", Georges Didi-Huberman, renomado filósofo e historiador da arte, mergulha nas profundezas do pensamento de Pier Paolo Pasolini para desvendar a metáfora dos vaga-lumes. A partir da observação de Pasolini sobre o desaparecimento desses insetos como um sintoma da degradação social e política da Itália, Didi-Huberman expande essa reflexão para uma análise contundente da nossa própria contemporaneidade.
A obra é uma jornada intelectual que transita entre a luz paradisíaca de Dante e as pequenas luzes de resistência que persistem em meio à escuridão dos "infernos" modernos. O autor explora como a arte, a poesia e o pensamento crítico – de Walter Benjamin a Giorgio Agamben – podem nos ajudar a compreender e a resistir à "destruição da experiência" e ao desespero político.
Didi-Huberman questiona se os vaga-lumes realmente desapareceram ou se ainda sobrevivem, intermitentes, como lampejos de desejo e inocência, ou como gestos luminosos de uma comunidade que se recusa a ser aniquilada. É um convite à reflexão sobre a capacidade humana de persistir e encontrar significado em tempos de crise, uma arqueologia filosófica da esperança em meio ao apocalipse.
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