
Uma crônica apaixonante que captura a alma de Paris e a efervescência de uma era. - Le Monde
“Sempre Paris” é uma crônica envolvente e profundamente pessoal de Rosa Freire d’Aguiar, que nos transporta para a efervescente capital francesa a partir de sua chegada como jornalista nos anos 1970. A autora, com um olhar perspicaz e sensível, desvenda as camadas de Paris, não apenas como um cenário, mas como um organismo vivo que respira cultura, política e história.
Através de suas memórias, o leitor é convidado a passear pelas livrarias icônicas, sentar-se nos cafés históricos e testemunhar as transformações sociais e políticas que moldaram a França e o mundo. D’Aguiar narra os estertores do gaullismo, a ascensão de Giscard d’Estaing, a democratização da Espanha, a revolução iraniana e a queda do comunismo, sempre com Paris como epicentro de observação.
A obra é enriquecida por encontros e entrevistas com figuras intelectuais e artísticas que marcaram a época, como Alain Finkielkraut, Ernesto Sabato, Eugène Ionesco, Georges Simenon, Julio Cortázar, Roland Barthes e Simone Veil. Essas interações oferecem um panorama multifacetado da vida cultural e do pensamento que florescia na cidade-luz.
Mais do que um relato jornalístico, "Sempre Paris" é uma declaração de amor à cidade, uma reflexão sobre a experiência de viver e trabalhar em um dos centros culturais mais vibrantes do planeta, e um convite à redescoberta de uma era de grandes mudanças através das lentes de uma observadora privilegiada.
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