
Uma obra-prima hipnotizante e implacável, que ecoa Kafka e Beckett, mas com uma voz singularmente sombria e poderosa. - The Guardian
“Sátántangó” é uma obra-prima implacável e sombria do aclamado autor húngaro László Krasznahorkai, publicada originalmente em 1985. Este romance monumental mergulha o leitor em uma atmosfera de desolação e desesperança, ambientada em uma remota aldeia húngara onde a chuva incessante espelha a alma dos seus habitantes.
A narrativa se desenrola com a iminente chegada de Irimiás, uma figura enigmática que pode ser um profeta, um charlatão ou o próprio demônio. Sua reputação de possuir poderes extraordinários agita a comunidade de desajustados e almas perdidas – camponeses empobrecidos, um médico alcoólatra voyeur, e uma jovem perturbada. Enquanto aguardam Irimiás, os moradores se reúnem em uma taverna decrépita, um microcosmo do fim do mundo, onde dançam grotescamente ao som de um acordeão, discutem e se afogam em álcool, revelando a fragilidade e a futilidade de suas existências.
Krasznahorkai, comparado a mestres como Kafka, Beckett e Walser, constrói uma tapeçaria complexa de personagens e eventos, explorando temas de desilusão, manipulação e a busca por significado em um mundo em colapso. “Sátántangó” é uma experiência literária visceral, uma dança lenta e hipnotizante rumo ao abismo, que desafia as convenções narrativas e convida à reflexão profunda sobre a condição humana. Uma leitura essencial para quem busca a literatura mais audaciosa e impactante.
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