
Um mergulho visceral na alma humana, revelando as sombras que se escondem por trás das aparências familiares. - Jornal do Brasil
“Santo de Casa” mergulha nas profundezas de uma família marcada por segredos e ressentimentos. Quando o patriarca morre de forma brutal, dilacerado por uma onça, a reação de sua esposa, Rute, é um silêncio perturbador: "nada". Essa ausência de luto choca o filho mais novo, que questiona a complexa relação dos pais. A narrativa se desdobra em uma teia de memórias e revelações, expondo a fachada de santidade do pai e a realidade de um lar onde milagres nunca aconteceram, apenas abusos e desilusões.
Stefano Volp constrói um drama psicológico intenso, onde a verdade é tão selvagem quanto a onça que ceifou uma vida. A história explora as camadas da dor, do perdão e da vingança, questionando o que realmente significa amar e o peso das expectativas sociais versus a realidade íntima de cada um. Seria a indiferença de Rute um sinal de libertação ou a prova de um crime ainda mais sombrio?
Com uma prosa envolvente e visceral, o livro convida o leitor a confrontar as hipocrisias familiares e a complexidade das emoções humanas. É uma jornada inquietante sobre as cicatrizes deixadas por aqueles que deveriam proteger, e a coragem de uma mulher para reescrever sua própria história, mesmo que isso signifique desenterrar verdades dolorosas.
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