
Uma homenagem poética e perspicaz a um dos mais intrigantes artistas do modernismo português. - Crítica de Arte, 1919.
Carlos Parreira nos convida a uma profunda imersão na vida e obra de Guilherme de Santa Rita, o "Santa Rita Pintor", uma figura emblemática do modernismo português. Publicado em 1919, este "In Memoriam" transcende a simples biografia, apresentando-se como um tributo apaixonado e uma análise perspicaz do artista que, com sua sensibilidade aguda e visão singular, desafiou as convenções de seu tempo.
Parreira desvenda a complexidade de Santa Rita, retratando-o como um "exilado" em sua própria época, um espírito ferido pela realidade circundante, mas que pairava em uma atmosfera de abstrações e desdéns. Sua figura grácil e sua voz quase etérea, descritas com lirismo, revelam um homem que vivia e respirava arte, um verdadeiro representante da máxima de Baudelaire: "on ne peut passer um jour sans poésie".
A obra explora a essência de um artista que, apesar de sua fragilidade física, possuía uma força criativa avassaladora, capaz de evocar cerimoniais místicos e ilustrar diálogos com a vertigem de um Claude Monet. É um convite a compreender a alma de um pintor que, com seus gestos hiperinquietos e sua paleta de emoções, deixou uma marca indelével na arte portuguesa, sendo um dos mais entusiastas cultores do futurismo.
Este livro é essencial para quem busca entender as nuances do modernismo e a vida de um de seus mais autênticos e atormentados protagonistas. Uma homenagem atemporal que resgata a memória e o legado de um gênio incompreendido, cuja arte continua a ressoar com intensidade e beleza.
Faça login para compartilhar sua opinião com a comunidade
Seja o primeiro a avaliar este livro