
Uma odisseia histórica e literária que cativa e ilumina, tecendo o destino de um manuscrito com a tapeçaria da história humana. - Le Monde
“Samarcanda” de Amin Maalouf é uma jornada épica que transcende séculos, narrando a fascinante odisseia de um manuscrito inestimável: o único exemplar do “Rubaiyat” de Omar Khayyam. A história se desenrola a partir do naufrágio do Titanic em 1912, onde o livro, ricamente encadernado, é uma das vítimas mais ilustres. A partir desse ponto trágico, o narrador, Benjamin O. Lesage, um americano obcecado pela Pérsia, reconstrói a trajetória milenar do manuscrito.
A narrativa nos transporta para a Pérsia do século XI, onde Omar Khayyam, poeta, astrônomo e filósofo, compõe seus versos atemporais, e para o mundo misterioso da seita dos Assassinos. O livro acompanha as mãos por onde o “Rubaiyat” passa, testemunhando paixões, intrigas políticas, revoluções e a busca incessante pelo conhecimento e pela beleza. Maalouf tece uma tapeçaria rica em detalhes históricos e culturais, explorando o poder das palavras e o destino de uma obra que desafia o tempo.
Mais do que a história de um livro, “Samarcanda” é uma meditação sobre a memória, a identidade e a colisão entre diferentes civilizações. É um convite a refletir sobre como objetos e ideias podem moldar o curso da história e a vida de indivíduos, desde os califas persas até os passageiros do Titanic. Uma obra-prima que celebra a literatura e a resiliência do espírito humano.
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