
Uma narrativa hipnotizante sobre arte, memória e o poder do silêncio. - Clarín
Em "Salvatierra", Pedro Mairal nos apresenta a história singular de um homem que, aos nove anos, perdeu a voz em um acidente, mas encontrou uma forma extraordinária de expressão. Aos vinte, Salvatierra iniciou um projeto secreto e monumental: pintar em longos rolos de tela a totalidade de sua vida e a de sua pequena aldeia na fronteira fluvial entre Argentina e Uruguai. Uma obra que, ao longo de seis décadas, se estendeu por mais de três quilômetros, registrando cada detalhe, cada memória, cada paisagem de sua existência silenciosa.
Após sua morte, seus filhos retornam à aldeia natal para confrontar a herança inusitada do pai: um galpão repleto dessas telas pintadas, um testamento visual que desafia a compreensão e a memória. A descoberta dessa vasta tapeçaria de imagens força os filhos a mergulharem na vida de um pai que conheceram apenas em parte, desvendando os mistérios e as verdades ocultas por trás de seu silêncio e de sua arte.
Esta é uma narrativa envolvente sobre o poder da arte como linguagem, a complexidade das relações familiares e a busca por significado em um legado que transcende as palavras. Mairal convida o leitor a uma profunda reflexão sobre a identidade, a memória e a forma como as histórias são contadas e preservadas, mesmo na ausência de voz.
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