
Zuenir Ventura tece uma trama delicada e perturbadora, onde a realidade e a ficção se entrelaçam para revelar as fissuras da alma humana. - O Globo
Em "Sagrada Família", Zuenir Ventura nos convida a mergulhar em uma narrativa envolvente que transita entre a ficção e a realidade, ou talvez, como o próprio autor sugere, entre a invenção e a mentira. A história é contada sob a perspectiva de um menino, cuja inocência é abruptamente quebrada em uma noite fria, ao testemunhar algo que não deveria. Este evento marca o início de uma jornada de descobertas e questionamentos que moldarão sua percepção do mundo e das complexas relações humanas.
O livro explora as nuances de uma família aparentemente comum, mas que guarda segredos profundos e verdades incômodas. Através dos olhos curiosos e assustados do protagonista, o leitor é levado a desvendar as camadas de hipocrisia, amor e desilusão que permeiam o ambiente familiar. Ventura, com sua maestria narrativa, constrói personagens multifacetados e situações que ecoam dilemas universais, provocando uma reflexão sobre a natureza da memória, da verdade e dos laços que nos unem e nos aprisionam.
Uma obra que desafia as fronteiras entre o que é vivido e o que é imaginado, "Sagrada Família" é um retrato pungente da complexidade humana, onde a busca pela verdade pode ser tão dolorosa quanto libertadora. É um convite à introspecção, a questionar as próprias "verdades" e a confrontar as sombras que habitam até mesmo as mais sagradas instituições.
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