
Uma obra-prima crua e perturbadora que desvenda as profundezas da obsessão e da busca por identidade. - The New York Review of Books
Queer, de William S. Burroughs, é um mergulho visceral na mente de William Lee, alter ego do autor, em meio à efervescente Cidade do México dos anos 1950. Publicado tardiamente devido à sua temática explícita, este romance acompanha Lee em sua luta contra a abstinência de drogas, que ele tenta aplacar com álcool e uma paixão avassaladora e obsessiva por Eugene Allerton, um jovem ambíguo e indiferente.
A narrativa, que antecipa o estilo cru e alucinatório que se tornaria a marca registrada de Burroughs, explora as profundezas da marginalidade e da psique humana. Lee e Allerton embarcam em uma jornada pela América Latina em busca da ayahuasca, uma nova substância que promete expandir a consciência, mas que os arrasta ainda mais para um abismo existencial.
Com monólogos frenéticos e uma atmosfera carregada, Queer é um retrato implacável da busca por conexão, identidade e escape em um mundo de vícios e desejos proibidos. Uma obra fundamental da Geração Beat que desafia convenções e mergulha sem pudor nas complexidades da experiência humana.
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