
Uma análise contundente e necessária sobre as raízes históricas e sociais do sistema prisional brasileiro. - Revista Cult
Em 'Prisões: Espelhos de Nós', Juliana Borges desvenda as camadas profundas do sistema carcerário brasileiro, revelando-o não apenas como um local de punição, mas como um reflexo brutal das mazelas sociais. A autora argumenta que as prisões são a face contemporânea de um sadismo colonial que persiste, silenciando e subjugando grupos sociorraciais marginalizados.
Com uma análise incisiva, Borges explora como a violência e o racismo estrutural se manifestam dentro e fora dos muros prisionais, transformando o ser humano em descartável, como bem pontuam os Racionais MC's. A obra convida o leitor a confrontar o silêncio e o consentimento tácito da sociedade diante dessa realidade, questionando o papel de cada um na perpetuação ou na transformação desse ciclo.
Inspirada por pensadores como Grada Kilomba e Frantz Fanon, a autora traça paralelos entre as "máscaras" do período colonial, usadas para silenciar escravizados, e as prisões de hoje, que continuam a exercer o poder de tornar o "outro" mudo. Este livro é um chamado urgente à reflexão sobre a humanidade, a justiça e as alternativas possíveis para um sistema que, ao invés de ressocializar, espelha e amplifica as piores faces de nossa sociedade.
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