
Uma meditação profunda sobre a felicidade e a dor, que ressoa muito depois da última página. - Jornal de Letras
Em "Princípio de Karenina", Afonso Cruz nos imerge em uma profunda e comovente reflexão sobre a natureza da felicidade e do sofrimento humano. Através das palavras de um pai que, de um "lugar sinistro", escreve para sua filha, somos convidados a desvendar a complexidade da existência. Ele confronta a ideia de que a felicidade pode ser universal, enquanto a infelicidade é singular e profundamente pessoal, ecoando o famoso princípio de Tolstói.
O narrador, marcado pela "imperfeição" que o salvou e o fez sofrer, busca redenção e salvação na escrita, transformando sua dor em um legado para a filha. Esta é uma jornada introspectiva que explora a capacidade humana de encontrar um "estranho júbilo" mesmo em meio ao desespero, mantendo um sorriso invulnerável sob as aparências mais sofridas.
Uma obra que questiona o que significa ser feliz e infeliz, e como a imperfeição e a dor moldam nossa identidade e nossa relação com o mundo. Afonso Cruz tece uma narrativa poética e filosófica, onde a esperança reside na conexão humana e na busca por significado, mesmo nas circunstâncias mais adversas.
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