
Uma análise incisiva e provocadora das crises que definem nosso tempo. Essencial para compreender as contradições da modernidade.
Em "Primeiro como tragédia, depois como farsa", Slavoj Žižek, um dos mais provocadores pensadores contemporâneos, mergulha nas crises que moldaram o século XXI. Inspirado na célebre frase de Marx, Žižek argumenta que a repetição de eventos históricos se manifesta, primeiro como tragédia (os atentados de 11 de setembro) e, em seguida, como farsa (a crise financeira de 2008).
Ele desvenda o cinismo inerente à democracia liberal e ao capitalismo global, expondo como os mesmos valores que supostamente deveriam ser protegidos são suspensos em momentos de crise para garantir sua própria sobrevivência. O filósofo esloveno questiona a capacidade do sistema em lidar com seus próprios colapsos, apontando a ironia de se mobilizar trilhões para salvar bancos, mas não para combater a pobreza ou a crise ambiental.
Žižek nos convida a uma análise crítica do presente, desafiando as narrativas dominantes e propondo que o liberalismo falhou tanto como doutrina política quanto econômica. Uma obra essencial para compreender as complexidades do mundo pós-crise e as contradições da nossa era, oferecendo uma perspectiva aguda sobre a "utopia democrático-liberal" que, para ele, "teve de morrer duas vezes".
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