
Uma alegoria poderosa sobre o poder e a corrupção, com a marca inconfundível dos mestres da ficção científica soviética. - Locus Magazine
No coração de um reino em ruínas, um rei destronado se refugia na escuridão de um templo ancestral. Nu, tremendo e consumido pelo desespero, ele confronta a realidade de sua queda. A noite que deveria ser de descanso se transformou em um pesadelo acordado, com os ecos da traição e da bebedeira de seu Tio Buht ressoando pelos corredores do palácio.
Enquanto a luz fria das lanternas ilumina as pernas feridas e o semblante de um homem que perdeu tudo, o rei revisita as memórias de seu pai, um governante grandioso, e a enigmática presença dos "anjos" – seres de pele leitosa e flechas flamejantes que outrora garantiram a segurança do reino. Mas esses protetores celestiais, temidos e reverenciados, também se tornaram peças em um jogo de poder e intriga, culminando em um ato de violência que selou o destino do rei.
"Pobre Povo Cruel" é uma parábola sombria e filosófica sobre a fragilidade do poder, a natureza da lealdade e a inevitabilidade da queda. Os irmãos Strugatsky tecem uma narrativa que transcende o tempo e o espaço, explorando a condição humana diante da tirania, da manipulação e da busca por significado em um mundo onde até mesmo os deuses podem ser corrompidos. Uma reflexão profunda sobre a política, a moralidade e a eterna luta pela liberdade.
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