
Uma trama engenhosa e imprevisível, que eleva o suspense a um novo patamar. – The Times
Em "Plumas Negras", Margery Allingham, uma das grandes damas do romance policial inglês ao lado de Agatha Christie e Dorothy Sayers, tece uma trama de mistério e intriga que desafia as expectativas. O cenário é a refinada burguesia londrina, um mundo de bom gosto e aparências, onde a arte e a civilidade parecem reinar. No entanto, essa fachada se desintegra brutalmente quando Lucar é encontrado morto em seu escritório, uma lâmina cravada em seu coração, replicando a morte de Robert Madrigal.
A polícia se vê diante de um enigma perturbador: a ausência da arma do crime e a certeza de que o assassino é alguém do círculo íntimo das vítimas. Phillida Madrigal, uma mulher de crises emocionais inusitadas e ex-esposa de Robert, torna-se o centro das atenções, assim como seu ex-namorado, o elegante pintor David Field, e outros amigos que, apesar de "altamente civilizados", escondem segredos sombrios.
Allingham mergulha o leitor em um labirinto de suspeitas, onde cada personagem é um potencial culpado. Com reviravoltas inesperadas e uma construção narrativa que intensifica o suspense a cada página, a autora nos guia por um caminho lógico, mas com uma solução final sempre imprevisível. Quem, dentre os amigos e familiares, seria capaz de cometer crimes tão frios e calculados? A resposta, surpreendente e engenhosa, revela a maestria de Allingham em subverter as convenções do gênero.
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