Uma obra de arte estranha e bela, que nos leva a um mundo onde a ciência e o mito se entrelaçam. - The Guardian
Em "Pela Boca da Baleia", Sjón nos transporta para a Islândia do século XVII, um cenário gélido e místico onde a linha entre o real e o fantástico é tênue. Acompanhamos Jónas Pálmason, um naturalista e estudioso da flora e fauna local, que se vê exilado após ser acusado de heresia. Sua paixão pela ciência e sua visão de mundo, que busca compreender a natureza em sua totalidade, colidem com as crenças arraigadas e a superstição de sua época.
Durante seu exílio, Jónas embarca em uma jornada de autodescoberta e confronta os mistérios insondáveis da natureza islandesa. Ele se depara com criaturas lendárias e fenômenos inexplicáveis, como uma raposa falante e um ser enigmático que é metade homem, metade peixe. Essas experiências o forçam a reavaliar suas próprias convicções e a questionar os limites do conhecimento humano.
A narrativa de Sjón é uma tapeçaria rica em folclore, história e filosofia, explorando temas como a busca pela verdade, a solidão do pensador e a complexa relação entre o homem e o ambiente selvagem. É uma meditação poética sobre a existência, a identidade e a incessante curiosidade que impulsiona a humanidade a desvendar os segredos do mundo, mesmo quando esses segredos desafiam a lógica e a razão.
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