Um retrato visceral e corajoso da luta de classes no Brasil, que ecoa até hoje. - Folha de S.Paulo
Parque Industrial, de Pagu (Patrícia Galvão), é um marco da literatura brasileira modernista e um dos primeiros romances proletários do país. Publicado em 1933 sob pseudônimo, a obra mergulha nas entranhas da São Paulo industrial dos anos 1930, expondo as brutais condições de vida e trabalho da classe operária e a efervescência política da época.
Com uma narrativa inovadora e fragmentada, Pagu constrói um mosaico de personagens que representam as diversas camadas sociais: operários explorados, prostitutas, militantes comunistas e a burguesia emergente. A autora, ela própria uma figura revolucionária e engajada, não poupa críticas ao sistema capitalista e à hipocrisia social, utilizando uma linguagem direta e por vezes chocante para denunciar a injustiça e a opressão.
Mais do que um retrato social, "Parque Industrial" é um grito de revolta e um convite à reflexão sobre as desigualdades e a luta por um mundo mais justo. A obra é um testemunho visceral da militância e do olhar aguçado de Pagu, que desafiou as convenções de seu tempo e deixou um legado literário e político inestimável. Um clássico essencial para compreender a história social e literária do Brasil.
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