
Uma estreia visceral e inesquecível, que captura a crueza da amizade feminina e a dor do amadurecimento. - El País
“Pança de Burro” mergulha na intensidade e complexidade da amizade feminina na infância e adolescência, ambientado em uma pequena ilha vulcânica. A narrativa, visceral e poética, é contada pela perspectiva de uma jovem que idolatra sua melhor amiga, Isora. Isora, com sua personalidade magnética e ao mesmo tempo vulnerável, luta contra distúrbios alimentares e as pressões de um corpo em transformação, enquanto a narradora a observa com uma mistura de admiração, inveja e uma profunda lealdade.
Através de memórias vívidas e fragmentadas, o livro explora a descoberta da sexualidade, a crueldade e a ternura das relações juvenis, e o impacto indelével das primeiras experiências. A ilha, com sua paisagem árida e isolada, serve como pano de fundo para a formação de identidades e a busca por um lugar no mundo. Andrea Abreu constrói uma prosa crua e honesta, que captura a essência da infância e a dor do amadurecimento, revelando as fissuras e os laços inquebráveis que moldam quem nos tornamos.
É uma história sobre o corpo, o desejo, a vergonha e a beleza de uma conexão que desafia convenções, pintando um retrato inesquecível de uma juventude à beira do abismo e da descoberta.
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