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Uma análise brilhante e profunda sobre a complexa relação entre vivos e mortos na Idade Média, essencial para compreender a mentalidade da época. - Le Monde
Em 'Os Vivos e os Mortos na Sociedade Medieval', Jean-Claude Schmitt mergulha nas complexas percepções da morte e do além na Idade Média. A obra explora como as sociedades medievais, cientes da finitude humana, construíram elaboradas visões sobre os lugares habitados pelos mortos e a natureza de sua interação com o mundo dos vivos.
Schmitt revela que os fantasmas e os "revenants" (aqueles que retornam) não são meras superstições, mas sim produtos sociais, ideológicos, religiosos e culturais profundamente enraizados na mentalidade da época. Eles serviam como pontes entre o passado e o presente, permitindo que os mortos continuassem a influenciar e a se manifestar entre os vivos, e também como projeções para o futuro, onde todos os homens se tornariam, em potencial, esses mesmos fantasmas.
Com uma análise rigorosa e fascinante, o autor desvenda as crenças, rituais e narrativas que moldaram a relação dos medievais com seus ancestrais e com a própria ideia de mortalidade. Este estudo essencial oferece uma perspectiva única sobre a construção social da morte e a persistência da memória em uma das épocas mais intrigantes da história humana, desafiando nossas próprias concepções sobre a vida e o que vem depois dela.
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