
Uma obra-prima atemporal, 'o mais moderno dos clássicos' que continua a ressoar com a busca humana por autenticidade. - Prêmio Nobel de Literatura
André Gide, laureado com o Prêmio Nobel de 1947, apresenta em "Os Moedeiros Falsos" uma obra-prima considerada "o mais moderno dos clássicos". Publicado quando o autor tinha cinquenta e seis anos, este romance mergulha na complexa e muitas vezes "perversa" adolescência, explorando as profundezas da psique humana através de uma narrativa inovadora e multifacetada.
A trama se desenrola em uma atmosfera caótica e polifônica, onde Gide dialoga diretamente com seus personagens e com o próprio processo de criação literária. No centro, encontramos a tríade de jovens: Bernard, que abandona o lar em busca de sua verdadeira identidade; Olivier, um amigo intelectual que oscila entre a vaidade e a insegurança; e Édouard, tio de Olivier e escritor, que planeja um romance intitulado "Os Moedeiros Falsos".
Édouard, com seu diário que ecoa as reflexões do próprio Gide, introduz a técnica da "mise en abyme", o "livro dentro do livro", questionando a natureza da ficção e a realidade. A obra é um convite à introspecção, desafiando o leitor a desvendar as camadas de uma narrativa que se recusa a ser linear, abordando temas como a busca por autenticidade, a moralidade e as complexidades das relações humanas e da própria criação artística.
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