
Uma exploração brilhante e essencial sobre a natureza da leitura e do significado. - The Times Literary Supplement
Em 'Os Limites da Interpretação', Umberto Eco, um dos maiores intelectuais do século XX, mergulha nas profundezas da semiótica e da hermenêutica para desvendar a complexa relação entre texto, autor e leitor. Esta obra seminal questiona até que ponto a interpretação de uma obra pode ser livre, explorando as fronteiras entre o que um texto intenciona comunicar e as múltiplas leituras que ele pode suscitar. Eco argumenta que, embora a liberdade interpretativa seja crucial, existem balizas intrínsecas à própria obra que impedem uma derivação semântica infinita.
O autor examina diversas abordagens interpretativas, desde a semiose hermética e o discurso alquímico até as armadilhas da "interpretação suspeitosa" e do "esbanjamento interpretativo". Com sua erudição característica, Eco nos convida a refletir sobre a responsabilidade do leitor e do crítico, propondo critérios de economia interpretativa que buscam um equilíbrio entre a riqueza de significados e a fidelidade ao "intentio operis".
Uma leitura indispensável para estudantes de literatura, filosofia, comunicação e para qualquer pessoa interessada nos mecanismos da linguagem e do sentido. Eco não apenas delimita os perigos da superinterpretação, mas também celebra a capacidade humana de encontrar novos horizontes em textos antigos e modernos, sempre com a lucidez e o rigor que o tornaram uma referência global.
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