
Uma obra essencial para a compreensão da semiologia e da crítica literária contemporânea, que redefine os parâmetros da interpretação textual. - Le Monde
Em "Os Limites da Interpretação", Umberto Eco, um dos maiores semioticistas e pensadores contemporâneos, revisita e aprofunda suas teorias sobre a leitura e o significado. Conhecido por sua obra seminal "Obra Aberta", onde defendia a primazia da interpretação e a multiplicidade de sentidos de um texto, Eco agora propõe uma reflexão crucial sobre os "direitos do texto".
Nesta coletânea de ensaios, escritos entre 1985 e 1990, o autor argumenta que, embora um texto possa ser "potencialmente sem fim" em suas possibilidades interpretativas, isso não implica que "todo ato de interpretação possa ter um final feliz". Eco explora a tensão entre a liberdade do leitor e a intenção da obra, buscando estabelecer os limites que impedem a superinterpretação e a apropriação indevida do sentido.
A obra é um convite instigante a questionar a natureza da comunicação, a autoridade do autor e a responsabilidade do intérprete. Com sua erudição característica e clareza analítica, Eco nos guia por um labirinto de conceitos filosóficos e semióticos, desafiando leitores, críticos e estudiosos a reavaliar suas próprias abordagens à literatura e à cultura. Uma leitura essencial para quem busca compreender as complexidades da relação entre texto e leitor.
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