
Uma obra libertina e provocadora, que desafia as convenções de seu tempo e ilumina as origens da boemia. – Robert Darnton
“Os Boêmios”, uma obra provocadora do Marquês de Pelleport, emerge das sombras do século XVIII para desafiar as convenções sociais e religiosas de sua época. Publicado em 1790, este romance, que por pouco não foi esquecido, é frequentemente comparado à audácia de “Os 120 Dias de Sodoma” de Sade e à jornada picaresca de “Dom Quixote”. A trama segue um grupo de “filósofos” errantes que, sem destino fixo, percorrem a região de Champagne, subsistindo de forma pouco ortodoxa e questionando as estruturas de poder.
Mais do que um simples folhetim erótico, a narrativa de Pelleport se revela uma análise contundente e satírica do clero na França pré-revolucionária. Com uma prosa afiada e repleta de calúnias e sexo, o autor expõe a hipocrisia e os vícios da sociedade, oferecendo um retrato cru e libertino de um período de efervescência intelectual e moral.
A redescoberta desta joia literária por Robert Darnton, que assina sua introdução, oferece uma janela única para o universo dos escritores marginalizados, aventureiros e pensadores desiludidos da época. “Os Boêmios” não apenas resgata um clássico da libertinagem, mas também ilumina as origens da boemia, muito antes de sua popularização no século XIX, consolidando-se como um documento histórico e literário de valor inestimável.
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