
Uma obra-prima perturbadora que desafia os limites da moralidade e da literatura. - Le Monde
“Os 120 Dias de Sodoma”, a obra-prima inacabada do Marquês de Sade, é uma exploração chocante e profunda dos limites da depravação humana e da filosofia libertina. Confinados em um castelo isolado na Floresta Negra, quatro ricos libertinos reúnem um harém de jovens vítimas e contadores de histórias para quatro meses de orgias e tormentos inimagináveis. Mais do que uma mera narrativa de excessos, Sade utiliza esta estrutura para dissecar as paixões mais sombrias da alma humana, questionando a moralidade, a religião e a própria natureza da liberdade.
A obra é um manifesto radical contra as convenções sociais e religiosas de sua época, mergulhando em um estudo perturbador sobre o poder, a crueldade e a busca incessante pelo prazer absoluto, sem quaisquer restrições. Sade força o leitor a confrontar as profundezas do desejo e da transgressão, revelando uma visão niilista e implacável da existência. Um texto seminal que continua a provocar e desafiar, “Os 120 Dias de Sodoma” permanece uma das obras mais controversas e influentes da literatura ocidental, um espelho sombrio das possibilidades extremas da psique humana.
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