
Uma fábula filosófica envolvente que explora a gênese da consciência e a natureza da existência com rara beleza.
Em "Orin", Manuel Alves nos transporta para um tempo anterior ao próprio tempo, onde a existência era pura e plena, personificada por uma vontade primordial chamada Orin. Sem desejos, sem luz ou trevas, sem início ou fim, Orin era o Tudo, a própria essência do conhecimento e da felicidade em sua forma mais desapegada. Milênios se passaram em um sono tranquilo, até que um simples e inédito pestanejar rompeu a quietude eterna.
Esse instante fugaz desencadeou uma transformação profunda. Orin, que nunca sentira necessidade alguma, de repente percebeu o pulsar de um coração em seu peito, uma sensação totalmente nova e surpreendente. Este evento marca o despertar de uma nova consciência, o prelúdio de uma jornada de autodescoberta e a gênese de algo maior.
Manuel Alves convida o leitor a uma meditação sobre a origem, a natureza da existência e o poder transformador de um único momento. Uma narrativa que explora a transição da plenitude inerte para a complexidade da experiência, questionando o que significa ser e o que surge quando o universo, em sua forma mais fundamental, decide piscar.
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