
Brilhante e provocador, 'Operação Shylock' é um labirinto de identidade e política, onde Roth se supera em um jogo literário audacioso. – The Washington Post
Em "Operação Shylock", Philip Roth nos convida a um vertiginoso jogo de espelhos entre realidade e ficção. O aclamado autor se vê diante de uma situação bizarra: um sósia, que também se apresenta como Philip Roth, percorre Israel promovendo um controverso e perigoso "êxodo inverso", incitando judeus israelitas de origem europeia a repovoar a Europa. Este impostor não apenas usurpa sua identidade, mas também distorce sua biografia, lançando o verdadeiro Roth em uma profunda crise existencial e política.
Confrontado com a audácia e a ideologia questionável de seu duplo, Roth sente-se compelido a intervir. Para detê-lo, ele precisa mergulhar na farsa e, ironicamente, imitar o seu imitador. O que se desenrola é uma jornada eletrizante e intelectualmente desafiadora, onde as fronteiras entre o eu e o outro, a verdade e a mentira, a história e a invenção, se tornam cada vez mais tênues.
Com um suspense envolvente, humor afiado e uma inteligência penetrante, este romance é uma confissão audaciosa e uma exploração multifacetada da identidade judaica, da complexa política do Oriente Médio e da própria natureza da autoria. Roth tece uma narrativa rica em nuances, que desafia o leitor a questionar o que é real e a essência de quem somos, em um mundo onde a verdade pode ser tão maleável quanto a ficção.
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